
Todos nós já tivemos nossas paixões infantis, amizades, recordações e memórias. Todos nós já brincamos, corremos e saltamos. Também já fomos maravilhosos bebês. E quando somos crianças não pensamos sequer no que teremos ainda que viver ou atravessar. O tempo vai passando. Mas isso não é negativo, é belo. Aprendemos assim que não podemos acelerar o tempo, não podemos mudar ou alterar o relógio. Eu já aprendi que não podemos exigir a ninguém que acelere a sua vida, o seu eu. Cada coisa tem seu tempo, e ao longo deste nós vamos construindo nosso eu, calmamente. E passamos assim de crianças a adultos. Perdemos a inocência e a visão que tinhamos do mundo. Mas não perdemos a criança. Apenas é a vida. Evoluimos. Crescemos. Mas somos abençoados, por termos a oportunidade de poder, ainda e para sempre, parar o tempo. O relógio de pêndulo, com a velhinha idade de 150 anos que tenho na sala, não tem corda e portanto não está a funcionar. Parou, e ele também não se importa, já está cansado. Mas perguntam-se, como parar o tempo? Deitar-se na relva, correr pela praia, saltar sobre a terra molhada, meditar, olhar para uma flor, e muitas, e muitas mais coisas. Cada um tem a sua técnica para parar o tempo. Atrevam-se a parar o tempo. Só tendo momentos destes é que a vida ganha um novo sabor.
(Autor desconhecido)
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